Projeto da FBB e ANAB avança no RS com seleção de famílias e capacitações sobre tecnologias sociais


A segunda etapa do projeto pioneiro da Fundação Banco do Brasil (FBB) em parceria com a Associação Nacional dos Atingidos por Barragens (ANAB) está em pleno andamento no Rio Grande do Sul. Após a solenidade de assinatura do convênio, em agosto, o projeto tem dado passos decisivos rumo à sua concretização.
O projeto visa beneficiar comunidades atingidas pelas mudanças climáticas com a instalação de placas termossolares, fotovoltaicas e quintais produtivos em três regiões do Rio Grande do Sul: Fronteira Noroeste, Alto Uruguai e Região Metropolitana. De acordo com Leonardo Maggi, coordenador geral do projeto, “os passos seguintes à assinatura foram as contratações das equipes de trabalho, seguidas das reuniões de equipe e da gestão do projeto. Também fizemos as reuniões das equipes em cada região para realizar a apresentação do projeto à população atingida, o pré-levantamento e a pré-seleção das famílias que serão beneficiadas”.
A fase de mobilização e envolvimento comunitário ganhou força com a realização dos encontros locais. “Depois dessa pré-seleção, a gente foi fazendo os encontros locais nos grupos de famílias organizadas em cada uma das regiões”, explica Leonardo. Esses momentos foram fundamentais para apresentar com mais detalhes o projeto às comunidades e explicar no que consistem as tecnologias sociais que serão implementadas.
Paralelamente, a equipe promoveu em cada uma das regiões os seminários em preparação à COP 30 e a Cúpula dos Povos, que acontecerá em Belém, no Pará, no mês de novembro. Durante os dias de programação em Belém, será realizado o Seminário Nacional do projeto, provocando o debate sobre a questão climática e ambiental, a transição energética justa e popular e a importância das tecnologias sociais como ferramentas para o desenvolvimento dos territórios atingidos pela crise climática. “Durante os seminários também conversamos sobre a construção de resiliência e mitigação dos impactos dos eventos climáticos extremos que o Rio Grande do Sul vem sofrendo”, acrescenta Leonardo, citando secas, enchentes, vendavais, granizos e outros eventos climáticos extremos ocorridos nos últimos anos no estado.
A próxima etapa é a capacitação, já iniciada junto aos grupos de beneficiários. As capacitações abordam na prática o funcionamento das tecnologias sociais, os objetivos da implantação e os benefícios para as famílias e territórios atingidos. O ciclo formativo também inclui o debate sobre a crise climática e ações socioambientais para a reconstrução do estado, empoderando as comunidades para a gestão das novas ferramentas e para enfrentarem os desafios ambientais.



