O objetivo do projeto é “promover a transição agroecológica e a soberania alimentar de 500 famílias agricultoras, assegurando o protagonismo com a participação de no mínimo 50% de mulheres e 20% de jovens”.

Além de produzir alimentos, a implantação dos SAFs cumpre um papel vital para os territórios localizados em áreas de recarga hídrica: plantar SAFs é plantar água. Esse sistema protege o solo, retém a umidade, ajuda a recarregar os lençóis freáticos e consequentemente ajuda a evitar o assoreamento dos rios. Assim, germinar essas práticas ecológicas é uma ação direta de enfrentamento à crise climática, fortalecendo não apenas a soberania alimentar, mas também a proteção das águas.

Para dar a largada nessa construção coletiva, foi realizado o Curso Virtual Introdutório voltado para a formação e capacitação dos nossos Agentes de Campo. Esses agentes atuarão diretamente nos territórios, servindo como pontes entre os saberes tradicionais, o conhecimento popular e as práticas agroecológicas.

Durante o curso foram abordados os temas:

  • O que é a Agroecologia e a Transição Agroecológica
  • O que é um SAF em Quintal Produtivo
  • Como planejar, implantar e manejar um SAF
  • Caminhos para aprender com a prática

Tendo concluído o curso introdutório, os agentes seguirão recebendo assessoria técnica contínua para orientar as famílias atingidas no desenho e manejo dos Sistemas Agroflorestais (SAFs).

Além disso,serão elo de sínteses e dúvidas e elaborações provenientes do processo de acompanhamento das demandas locais, contribuindo para multiplicar os conhecimentos sobre biodiversidade, sucessão ecológica e manejo de biomassa diretamente nas Unidades de Produção Familiar (UFPAs).

O projeto, conquistado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), prevê a implantação de 75 hectares de SAFs em quintais produtivos e é executado também em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Estes espaços terão foco na experimentação e aprendizado de práticas ecológicas, fortalecendo a autonomia, a geração de renda e a organização de comunidades quilombolas, assentamentos da reforma agrária e populações atingidas por barragens.

Fiquem de olho por aqui para acompanhar os frutos dessa construção coletiva para desenvolvimento sustentável e popular dos territórios!